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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Crianças adoptadas que são devolvidas ???????

Publicada por Futura mãmã 17 comentários
A devolução de crianças e adolescentes pelas famílias que as adotam é uma realidade mais comum do que se pensa, embora a adoção seja um procedimento irrevogável perante a Justiça. 

Uma pesquisa apresentada recentemente no Instituto de Psicologia (IP) da USP fornece subsídios para que os profissionais envolvidos no processo de adoção consigam identificar nos candidatos a pais alguns fatores de risco que sinalizem a possibilidade de ocorrer uma futura devolução.


Em 2010, foram devolvidas aos centros de acolhimento do Estado 12 crianças em processo de pré-adopção. Entre 2005 e 2010, registaram-se um total de 108 devoluções, de acordo com dados do Instituto da Segurança Social (ISS). Entre as razões para a não concretização da adopção estão a falta de entendimento entre os candidatos e a não correspondência da criança às expectativas dos pais adoptivos.

“Durante o período de préadopção [6 meses], dois irmãos foram devolvidos” conta Carla Semedo, directora da Casa das Crianças de Tires (Cascais). A instituição acolhe crianças dos 3 aos 10 anos, algumas por indicação do ISS. Uma das justificações dadas pelo pai adoptivo para devolver uma das crianças é que “não é companheira, não correspondeu às expectativas”. Os dois irmãos acabaram por regressar à Casa de Tires. O menino que não correspondia “às expectativas”, tem agora 7 anos e “diz que não pode fazer asneiras porque senão não tem pai” revela Carla Semedo.

Para Luís Villas Boas o elevado número de crianças devolvidas pelas famílias adoptantes resulta da “má avaliação” dos candidatos. “As instituições têm de ter capacidade para preparar estas crianças para uma futura integração numa família e, para isso, é preciso ter técnicas de várias áreas. Não é isso que se passa”, diz.

Dois casos de devolução de crianças adotadas
Em seu estudo a psicanalista entrevistou dois casais e uma mãe que se viam diante de uma possível devolução das crianças que haviam adotado.

O primeiro casal havia adotado, há vários anos, um menino ainda bebê. O garoto cresceu, estava na adolescência e os pais tinham a intenção de devolvê-lo por problemas de convivência.

O segundo casal tinha adotado uma menina de 5 anos, mas queriam devolvê-la após cerca de 3 semanas, no estágio de convivência.

A outra mãe entrevistada queria devolver um casal de irmãos adotados aos 7 e 5 anos, após uma convivência de cerca de um ano e meio.

Apenas no primeiro caso a criança adotada permaneceu com os pais adotivos. Nos outros dois, as crianças foram devolvidas para o Estado.


E eu agora pergunto !!! ???

O que é que estes pais adoptivos faziam se estes filhos adoptivos fossem seus filhos de sangue e de ventre ??? E não adoptivos ??
Ofereciam-os a uma instituição para adoção por isto e por aquilo alem de serem seus filhos de sangue ?? Vendiam-os ?? Matavam-os?? Abandonava-os ??

Afinal existe tanta gente que quer de verdade ter um filho, que anda a anos para adoptar e por isto ou por aquilo não conseguem e depois vem estas pessoas que conseguem adoptar fazerem isto? Só porque não corresponde as expectativas, porque tem uma doença, porque precisa de medicamentos, porque as crianças tem dificuldades, porque não são perfeitas, porque se fartam, e lembram-se que afinal já não as querem e devolvem-nas???!!! Crianças não são objectos ... Crianças não tem garantias como os carros... Crianças não são bens materiais... Crianças não são coisas que se estragam e deitam fora e pronto. 
Crianças são SIM SERES HUMANOS. Mais do que essas pessoas que as adotam e tem o ato do deitar fora, devolvendo-as novamente.



 

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